Palavras, hoje necessárias sem tua presença
Me ajudam, me acalmam, me atiçam,
E nem tenho os gatos por companhia
E pra culpar por essa insônia da alma
Insônia de anseios por voltar pros teus olhos.
Que pena eu não estar ouvindo gatos,
Que sede da fome dos teus braços
que tempo tão longe desse espaço
Das horas que me fazem tão feliz
Esse arrepio hoje é de frio e só
De tão sozinho que meu corpo é longe
Do teu sonho de me saber chegando
Me preparo pra outra vez-viagem
De bagagem, meses com frio na barriga
A passagem, não me deve! Mas abraços
Beijos sim, infinitamente intermináveis
Como talvez seja esse desejo de estar
O que você me dá com a graça de existir
É o que tentava acreditar que não pudesse
Encontrar, dádiva minha; e não temo mais
Quando sozinha me perco na lembrança
Me perco e me encontro por vontade de ter estado
Errada, quando disse que não sabia cuidar.
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