Capaz de Quê?


Não sei mais se sou tão capaz
De despejar assim como era antes
Tudo o que pra mim não era o bastante
Mas de um jeito natural voudizendo
o que eu não sei e o que eu não pretendo
Quando te vejo assim tão de perto
A cada dia, a cada perna, a cada ombro...
Corpos, o que escondem e revelam,
acho que é esse o mistério da vida!
O coração é mais simples que o tesão,
e o que acontece é que não há razão!
Não tem como não se apaixonar muito
É impossível limitar o instinto
E é questionável a razão desse mundo
Acho que então o combinado assim,
De ver o que é bom pra ti e bom pra mim,
talvez nos deixe mais afim... e essa vontade,
não sei o que dá, mas fica vazio...
E que você possa querer não ser meu,
mas pelo menos me aquecer quando está frio.
Fui capaz, já sabia que seria
Mas não sei do que mais eu sou...
É bom tomar cuidado mas não ter medo,
Por mim, dos limites e do que a gente ainda não falou...

Beijo, busco, amo...

Palavras, hoje necessárias sem tua presença
Me ajudam, me acalmam, me atiçam,
E nem tenho os gatos por companhia
E pra culpar por essa insônia da alma
Insônia de anseios por voltar pros teus olhos.

Que pena eu não estar ouvindo gatos,
Que sede da fome dos teus braços
que tempo tão longe desse espaço
Das horas que me fazem tão feliz

Esse arrepio hoje é de frio e só
De tão sozinho que meu corpo é longe
Do teu sonho de me saber chegando
Me preparo pra outra vez-viagem

De bagagem, meses com frio na barriga
A passagem, não me deve! Mas abraços
Beijos sim, infinitamente intermináveis
Como talvez seja esse desejo de estar

O que você me dá com a graça de existir
É o que tentava acreditar que não pudesse
Encontrar, dádiva minha; e não temo mais
Quando sozinha me perco na lembrança
Me perco e me encontro por vontade de ter estado
Errada, quando disse que não sabia cuidar.

Inspiração



...“Crê apenas no amor E em mais nada Cala; escuta o silêncio Que nos fala Mais intimamente; ouve Sossegada Deixa as palavras A poesia”... Vinícius de Moraes


Vontade de falar de mim eu tenho sabe? Mas gosto de falar pra quem se interessa, e sei que nem todo mundo é bom de ouvir assim como você! É o que todo mundo te fala, mas pensa se é verdade mesmo, e sempre bom reavaliar essas coisas... Só um toque, não que eu não acredite, certo?
Não sossego enquanto não conheço... e sempre tem muito mais pra conhecer. Quem é que conhece alguém profundamente? Nem a gente!
Queria falar de antes, de ontem, mas está tudo tão presente! Hoje sinto que cresci, que estou fazendo escolhas, que estou moldando meu modo de agir, mas não o de sentir. Isso é tão meu que quando vem à tona parece que eu sabia, que acaba sempre me surpreendendo de novo. Vontade de abraçar, de cantar telegrama, de ligar pro meu pai, pro seu e pro céu debaixo de onde eu te olho agora.
Não sei se isso é ser adulto, se é isso que eu não entendia quando, ainda criança, tentava entender as letras do Chico e do Caetano... Ainda não entendo, sabe, mas parece mais real.
Situações de confusão, de decepção, de perda... Frustração e dúvida. Mas a cada dia há um jeito diferente de sofrer. Acredito sim, que dá pra escolher a forma de ver, ou não? O que você acha? Gosto de saber a opinião das pessoas, acho que é esse o meu jeito de enxergar, tentando colocar um monte de um pouquinho de vários óculos com armações e lentes diferentes... entender as máscaras, lembra? Mas pra tirar todas elas um pouquinho de cada vez, é, tirar mesmo as máscaras... você tinha razão sim! E quase nem percebi que eu concordava... de tão mutante essa minha razão!
Manipular é algo que faz sofrer, lembra o quanto fez isso com a gente? Tudo bem, sei que não foi por mal... mas será que me amava mesmo? Eu acho que sim às vezes, apesar de você já ter dito que não.... Mas e você, coração? O que pensa de tudo isso?


Aqui cabe uma cena, mas ainda não sei qual.... Acho que vou acabar deixando as cenas pro final! Nossa vida é tão cheia delas, das cenas, trechos de dramas pessoais, comédias da vida privada, infinitos particulares e mais um monte de licenças poéticas tão clichês quanto essas ou mais...

Queria uma cena de verdade, uma emoção à flor da pele e uma memória mais bonita a cada dia, queria que ávida como eu, a vida fosse mais intensa pra todo mundo como é pra mim. Mas não posso exigir que todos sejam tão imperfeitos e profanos quanto eu, aliás, seria um tanto impróprio desejar algo assim, mas meus desejos são mesmo todos muito impróprios.

Já que desisti da cena, que tal tomar um banho e sair? Água a gente ainda tem, mesmo sem saber até quando... mas me diz, o que nesse mundo não é assim? Tudo que a gente pensa que tem vai embora, por isso não pense nunca que tem nada... a gente é, a gente faz, a gente sente e vive com as pessoas, perto delas, longe delas, feliz, triste, correndo, voando, chorando, amando, se doando, caindo, caindo, caindo como eu nessa imensa rede de gente que eu adoro! Mas que não são minhas, nem meus, são Deus! Sempre aqui e em todos os lugares... como é difícil o exercício de liberdade! Uma vez ouvi a definição de liberdade mais perfeita que encontrei, mas não me lembro mais como era... uma outra definição me diz que não preciso explicar isso.

Sabe uma metralhadora? Estou eu de palavras hoje... Então não posso ser um desperdício de gente, tenho que dizer, tenho que mostrar, dividir... quem divide multiplica, e essa expressão me lembra, mas não se resume a, algumas noites de orgia e deleite entre muitas pessoas boas, não só de coração! Aliás, aqui também cabe uma cena... e das boas... muito boas!!! (Pausa pra recordar momentos prazerosos...Vai, pode recordar!)

Mas voltando à divisão dos pensamentos, nem lembro mais o que ia dizer!... Então acho que posso mudar de assunto, posso? Falando de sentimentos, falemos dos sentidos... Como será que a gente pode sentir mais? Fisicamente, mesmo, sabe? Ver melhor e mais atentamente, diferenciar os sabores, cheiros, sons, conhecer nosso tato em cada pedacinho da pele e ter mais domínio do nosso corpo? Essa morada tão valiosa que guarda nosso pensar... Me arrepia imaginar o quanto a gente é um desperdício de corpo... Gosto dessa expressão! Desperdício de corpo, desperdício de gente, desperdício de vida.... mas queria não precisar usar tanto esses termos... como a gente faz agora?

Tem que se olhar mais, ouvir melhor, se tocar sem medo, e tocar mesmo, sem roupa, sem pudor, sem achar que o pecado é isso, porque ninguém mesmo sabe de verdade o que é e se algo é de certo pecado! Mas vamos falar sobre isso, que é um assunto interessante! Pelo que o Aurélio me diz, pecar é transgredir preceitos religiosos, e o sinônimo disso é falta ou culpa... Mas “preceitos religiosos” me parece um termo muito subjetivo, certo? É pra cada um pensar, na verdade... Queria falar disso, mas não tenho como, cada um precisa pensar em que tipo de preceito segue ou quer seguir... Acho que em comum, só é importante o respeito... ao preceito e à conduta alheia. E à verdade de seu coração, só a ele devemos fidelidade! Mas honestidade, verdade, isso devemos a todos e à vida! Acho que acabei de dizer o meu preceito, mas deixa pra lá... Isso, e tudo mais no mundo, é relativo!


Gosto de falar de generalidades, conversar sobre as pessoas, filosofar sobre comportamentos e situações... nem que seja pra fazer isso entre meus heterônimos, como faço agora! Pessoa Fernanda e todos mais aqui dentro que um dia quem sabe eu venha a conhecer melhor! A idéia é toda essa mesmo... mas algo me diz que jamais vou deixar de me surpeender... Bom,né?! Podia ter uma super cena surpreendente agora, mas talvez não fosse tão surpresa quanto continuar aqui quietinha, me ouvindo só....




Gosto do Lenine, sabe? Principalmente quando diz essas coisas... Sobre a lua que me chama e quer meus dois olhos negros na rua agora... Quero te beijar hoje ainda, mais que dólar! Mas é dia de sair só, não demora eu tô de volta!... Ah, Lenine, coisa boa! Gosto de sentir saudades... E você? Qual a sua saudade agora?

Apesar de ser jornalista... Gosto muito de fazer perguntas!

Isso é um assunto chato... mas cada um tem a profissão que merece né?! Quem sabe um dia não mereço algo realmente condizente com a minha total falta de sentido, nexo, juízo, razão ou principalmente com a minha total capacidade de indignação e crítica com a opressão e com as desiguldades que vemos diariamente, mas que muitos de meus queridos colegas de profissão muitas vezes ignoram e maqueiam às custas de uma vida como qualquer outra...

Sem aquela paixão que juravam ter quando escolheram ser porta-vozes da sociedade! Sem aquela fome de falar a verdade, de transgredir, de contar o que realmente acontece, de deixar à mostra os bastidores e ajudar a criar consciência e discernimento nas pessoas! Sem aquele arrepio e aquele brilho no olhar ao começar um texto que a gente sabe que vai ser lindo, que vai ter emoção, que vai ter alma e corpo, e não somente um “lide”, ou lead, não sei bem... Não foram essas as fórmulas que mais me marcaram na faculdade!

O que mais me marcou na faculdade? Ah, foram os erros! Tantos deliciosos, dolorosos, prazerosos, catastróficos, maravilhosos e numerosos montes de erros! Mas dos grandes, sabe? Cagadas mesmo... que só de lembrar ameaça me dar uma pontinha de vergonha... Fui muito condescendente comigo nessa época, pra tudo achava justificativa, e vai ver que tinha mesmo! Quem pra dizer?
Quem pra julgar meus “preceitos religiosos” da época, não é? Só eu mesma... Passou a ameaça de pontinha de princípio de vergonha na cara... não sou de ter essas coisas! Mas também não preciso contar os erros, certo? Até porque aqui caberiam cenas muito impróprias que guardo pra minhas noites de solidão... e que cenas, viu!

Bom dia pra você também! (Essa é nova, e maravilhosa... mas tem que ter um erro no meio, como sempre!) Erros são o esterco que aduba a vida, quem nunca fez merda que atire e quebre o primeiro copo! Adoro quebrar coisas... dá vontade de criar novas, e reconstruir de outro jeito! Quebrar mesmo, mas não destruir... Muita gente pensa que o erro acaba com tudo, mas acho que ele só quebra... só abala e mexe com as coisas e agora falo de pessoas também... não gosto de destruir sentimentos, mas gosto de quebrar sempre algo nas pessoas... conceitos, pernas, pontos de vista, asas, bloqueios, ombros e luzes... tudo que quebra entra em conflito, todo conflito gera mudança, gera dúvidas, movimento e ação!
O conflito move o ser humano! Alguém pode quebrar por favor tudo em mim agora? Quero mudar mais, quero me dar mais, quero voar mais até onde sei que posso! Também quero sofrer mais... É a prova pela qual passamos pra evoluir, digo pelo que tenho por preceito... Mas cada um sofre de um jeito... e o meu é sendo feliz pela oportunidade de entender uma nova situação... de me adaptar de novo sabendo que mais uma vez vai mudar... nossa, que incrível! Como esse frio na barriga é capaz de me mover diariamente!

Um dia tudo isso tinha que sair.... e acho que teria que ser num dia assim, feito hoje! De quase nada aqui fora, mas um mundo transbordando aqui dentro que esperava pela minha vontade de abrir, de tirar a tampa, de revirar as cartas, as fotos e disso tirar tudo de mim pra começar a oferecer! O que posso ser de bom? O que você pode ser de melhor?



Vai, me diz você primeiro, não quer ser inspiração? Faz você a cena, que eu nunca fui muito boa em planejar, em fazer roteiro... nem em dirigir, de verdade, não conta pra ninguém, mas fui habilitada por correspondência! Jamais deixe seu carro ou seu corpo nas minhas mãos, a não ser que queira muita emoção e pouca responsabilidade... Quer?... Aposto que vai ser interessante pra gente, mas não vamos brincar com coisa séria...

Coisa séria! Interessante essa expressão, mas acho que também deve ter a ver com preceitos bem subjetivos... quer falar sobre seriedade? Ah... pode ser depois? Ainda tenho tanto pra falar sobre meus erros... é a parte que mais gosto dessa história toda!
Mas já disse, não falo pra quem não quer ouvir! Melhor uma cena agora então.... juntando tudo, os erros, a inspiração e as coisas sérias, afinal, pode ser tudo a mesma coisa!

Quando penso assim, acho que é mais por preguiça do que outra coisa... quero muito fazer, dizer, contar... Só que me preocupo tanto com a forma, que acabo exigindo mais de mim, não gosto de sentir que fiz de qualquer jeito, sabe? Não vou fazer mais isso, pronto, decidi!
Nada de qualquer jeito, mesmo o que eu não gosto de fazer!... E isso inclui aquelas chatices todas do dia-a-dia das quais não quero mesmo falar, mas fazem parte! Já que a decisão é coerente e consciente, tenho que cuidar pra que as ações correspondam às palavras. Cada um, repito, tem a profissão que merece! Mas acho que temos muito do que procuramos, e não sinto que estou procurando o bastante, o suficiente, ou talvez esteja tendo uma pontinha de intenção de me acomodar com a situação!

Mas isso não é nem deve ser do meu feitio, portanto, a decisão está tomada! A partir desse instante, sou mais intensa ainda e mais entregue a tudo e ao todo!

Agora até amanhã, até as novas cenas, até o novo pôr do sol, minha mente fica aqui voando! Agora até sempre, até uma nova cena, até novos alvos, meus sentidos remontam instantes de força e presenças de luz! Agora até a noite passada, até o ano que vem, até o fim daquele combinado, meus pedidos são por dores, por erros e por flores, que nem tudo seja belo, mas que os braços abertos do meu sol te alcancem no mês do seu aniversário!

Gosto de confundir, mas gosto tanto, que me alcanço!
Quem é você que me ouve? Pra quem estou falando?....

Tudo bem, não preciso saber pra continuar.... E nem preciso saber também onde e se vou parar, até a última vez eu não quis, então talvez não seja agora! Será que tá frio lá fora? Acho que não, mas vou, pra ter certeza... sabe como é, aquele fogo de ter que estar na vida, de ter que ser personagem, se mostrar pro mundo e dar a cara a tapas, então acabo sempre indo! Nem sabendo muito bem se volto e quando!

A cara é dada a beijos e carinhos também, assim como estamos sujeitos a aplausos e vaias, mas sinto que é uma frase de qualquer jeito, vamos elevar o nível literário da coisa! É tarde, mas sono não é desculpa e meus preceitos pregam que o texto e a língua portuguesa são tão sagrados quanto a linguagem universal do abraço e do beijo e do que um corpo faz com outro!

Sagrado! Assunto bom... vou pensando enquanto você faz as cenas...

Parte Doze


Tá me sobrando um lado nesse corpo,
Nesse copo, meio otimista e vazio.
E esse inferno a céu aberto, que hoje é frio,
nunca teve dono nem passado
Me deixa sensível e abre a porta,
pra ver que no meu mundo não tem telhado.

Te faço me odiar se me dá vontade
Me solto embaixo do seu outro lado
Te faço acreditar em fidelidade
Me mostro em doze partes pra ser pecado

E te pergunto então, vergonha de quê?
De te querer?
Eu repito, grito, digo pra quem for
Que hoje não me importa mesmo se isso um dia ainda vai ser amor...

E te agradeço então, pra que esconder?
Não quer sofrer?
Eu juro, curo e seguro a barra da dor
Mas hoje não me importa mesmo se isso um dia ainda vai ser amor...

Selva de Trovão

Seu vento me rasga em tecidos de amor
Que me deixam o ventre nu e vazio, e então
Minhas mãos repartem o que sobra das almas

O que me vem em ânsia e fúria sóbria e louca
Vai no passo largo de tempo e de brisa pouca
Que a rouca voz emudece de ilusão em palmas

Morre de mim essa noite
Finda tua estada breve mundana tocando meus cabelos
Morre de frio no meu fogo
Brinda tua espada de treva insana olhando meus olhos
Morre de nascer em mim de novo
Que hoje não tem mais lua de longe pra desculpar
Nosso desejo, nosso precioso dom, de afinar o som dos corpos
Com toques de sol que nos pulsam do vício de sonhar

Ventania de brisa suave, me leva enfim;
Rajada de maré cheia, morre hoje em mim;
Onda leve de luz, me beija então...
Coração de selva; Alma de trovão!

Queda no caminho


Transborda da alma essa flor de onda
Transforma meu ontem em passado
Me ajuda a terminar meu verso de sombra
Pois fico tão segura se está do meu lado

Parece muito mais o tempo que me toca
E o quanto te desejo não cabe nesse mês
E antes que eu te ouça me pedir pra abrir a porta
Quero que entenda o que sua presença fez

Enquanto na rua, falamos da lua
Canto com meus olhos a melodia dos seus
Se o chão me acolhe, o mal me escorre
E eu faço do meu bem a proteção de um deus

Beba de mim, me abraça
Faz essa coisa toda muda mudar
Chega, fica, voa, tudo assim
Sem culpa ou tristeza, me deixa, não deixa estar
Deixa ele entrar de novo, agora de vez
Não desiste assim, não por mim

E faz o que precisa pra gente tentar
Faz o que eu preciso pra te mostrar o som
Que eu faço sacrifícios pra não errar

Mas não consigo esconder o quanto é bom.


Engraçado...

Não contente em conhecer aos poucos, cheguei assim!
Quando sua brisa louca e colorida se aproximou de mim,
Não foi o bastante nem possível lutar contra o futuro...

Angústia de olhos que conseguem observar almas
e procuram lá no fundo conhecer mais do que o que se vê...
orgulho reduzido em marca d’água, vôo até você!

Meu repouso e refúgio... meu corpo cansado e livremente leve!Idéias confusas e pensamento breve... Abajur de estrela!
Boca cansada de espera de não, beijos, medo!

Vontade contida em explosão de céu, sendo meu
Em risos e intimidade natural, constante encanto de marés...
Não me prendo ao teu sorriso mas te abraço em meus pés!

Dias poucos se arrastam de novo e vejo outra vez que onde mora,
É o imenso talvez, que te segue e parece que também me adora!
Mas enfim, rubro lençol de pecado nos envolve de embriaguez e desejo...

De não esperar bem menos do que quero pra corroer a dúvida...
Em hora exata que me encanta vem a mágoa solitária,
Que se abateu sobre essa densa várzea sempre imaginária!

Ainda faltam e sempre irão faltar versos, que pendem de seus dedos
Universos e paixões entreabertas em silêncio sobre os medos...
E é tanto a se dizer que me calo, em busca que ainda não morreu...

O agora que continua jamais pode ser somente o meu...
E o nunca mais mutante das minhas palavras me deixa em vão
Buscando no céu o que um dia encontrei no chão!