Seu vento me rasga em tecidos de amor
Que me deixam o ventre nu e vazio, e então
Minhas mãos repartem o que sobra das almas
O que me vem em ânsia e fúria sóbria e louca
Vai no passo largo de tempo e de brisa pouca
Que a rouca voz emudece de ilusão em palmas
Morre de mim essa noite
Finda tua estada breve mundana tocando meus cabelos
Morre de frio no meu fogo
Brinda tua espada de treva insana olhando meus olhos
Morre de nascer em mim de novo
Que hoje não tem mais lua de longe pra desculpar
Nosso desejo, nosso precioso dom, de afinar o som dos corpos
Com toques de sol que nos pulsam do vício de sonhar
Ventania de brisa suave, me leva enfim;
Rajada de maré cheia, morre hoje em mim;
Onda leve de luz, me beija então...
Coração de selva; Alma de trovão!
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