Não

Espaço pra rever de mim
encontros de viver; sem brilho
Até você chegar, de novo, chegar...

Parte de mim que dormia
Abriga o horizonte numa curva
pra te encontrar, de novo, e contar

Do quanto te esperei a sós
em companhia de outros de ti, mais sol
e quando me abriguei em pós
contra essa azia e angústia, meu mal.
Te amar me acalma e não é doce
Se o mar me leva a onda era
o que você queria que eu fosse.

Me afasto sem querer enfim
E o homem que é apenas filho
Basta, consta, custa menos

Hoje a chuva vai levar os meus venenos
E seus dedos pequenos nunca vão tocar
A maldade, a calçada, o carinho
O papel, o telefone, a blusa, a beleza
a cerveja do meu paladar e o adeus
que carrego em tudo que há de belo e meu!

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