Tá fugindo, nêga? Não nega...


Será que sou eu?
Que tem você pra não ter o que temer?
Duvido...
Me mostra então,
ou vou pensar ainda que é em vão!

Essa coisa...

Mas que saco essa coisa de amor!
Dá licença pra eu pensar?
Sai da frente pra eu passar...

Que coração que nada,
Hoje eu vou pra balada
E não tô preocupada, sabe?
Porque a fila sempre anda
Deixa em paz minha cabeça
que hoje é meu corpo que manda...

Tá ouvindo esse som?
Então se mexe, vira música, voa, que é tão bom!
Assim o mundo para de ser chato
E não tenho que pagar o pato
Por um coração de pedra e pecado...

Mas que saco essa coisa de amor!

Poema Curinga

Vento leve me mostra
o princípio de todo azul
Príncipe azul
Voa livre, vem comigo
Nos meus passeios pelo infinito

Infinito de nós mesmos,
nós que nunca se desfazem
Palavras que trazem
Gestos seus, doces, profundos
Sentimentos, saudades

Versos poucos, poema vivo
Te ver não é mais que te ouvir
e te saber tão perto
Mas sinto toda a vida, ávida, há vida

Os desenhos da tua mente
encantam, perfumam,
sobre as ondas nasce
um novo sonho, um novo céu

É possível e sua alma sabe
Sua determinação alcança
Seu desejo lança uma busca
Que tende a findar no fundo do rpóprio coração!

"São demais os perigos dessa vida pra quem tem paixão!"

Capaz de Quê?


Não sei mais se sou tão capaz
De despejar assim como era antes
Tudo o que pra mim não era o bastante
Mas de um jeito natural voudizendo
o que eu não sei e o que eu não pretendo
Quando te vejo assim tão de perto
A cada dia, a cada perna, a cada ombro...
Corpos, o que escondem e revelam,
acho que é esse o mistério da vida!
O coração é mais simples que o tesão,
e o que acontece é que não há razão!
Não tem como não se apaixonar muito
É impossível limitar o instinto
E é questionável a razão desse mundo
Acho que então o combinado assim,
De ver o que é bom pra ti e bom pra mim,
talvez nos deixe mais afim... e essa vontade,
não sei o que dá, mas fica vazio...
E que você possa querer não ser meu,
mas pelo menos me aquecer quando está frio.
Fui capaz, já sabia que seria
Mas não sei do que mais eu sou...
É bom tomar cuidado mas não ter medo,
Por mim, dos limites e do que a gente ainda não falou...

Beijo, busco, amo...

Palavras, hoje necessárias sem tua presença
Me ajudam, me acalmam, me atiçam,
E nem tenho os gatos por companhia
E pra culpar por essa insônia da alma
Insônia de anseios por voltar pros teus olhos.

Que pena eu não estar ouvindo gatos,
Que sede da fome dos teus braços
que tempo tão longe desse espaço
Das horas que me fazem tão feliz

Esse arrepio hoje é de frio e só
De tão sozinho que meu corpo é longe
Do teu sonho de me saber chegando
Me preparo pra outra vez-viagem

De bagagem, meses com frio na barriga
A passagem, não me deve! Mas abraços
Beijos sim, infinitamente intermináveis
Como talvez seja esse desejo de estar

O que você me dá com a graça de existir
É o que tentava acreditar que não pudesse
Encontrar, dádiva minha; e não temo mais
Quando sozinha me perco na lembrança
Me perco e me encontro por vontade de ter estado
Errada, quando disse que não sabia cuidar.