Água

Não quero ter sonhos perdidos
Não quero minha inocência outra vez
Concordo com seus pedidos
Mas não sei como você fez...

O tempo passa tão depressa,
Não sou do tipo que confessa,
Mas canso de me esconder.

A porta abre tão devagar,
Não sou mulher de esperar,
Mas espero por você.

Até quando essa fuga ainda vai funcionar com a gente?
Só queria parar de tentar adivinhar o que sente.
Me acalma, minha alma te guarda em meus olhos
Me afaga, se ajeita que eu te amparo no meu colo.

Pimenta

Se importa se eu quiser mais
Que uma estrofe e uma insônia?
Se eu quiser o mesmo
E tudo em mim que pede a sua boca?

Se eu quiser toda a palavra
Que soletra suas mãos
Em meu corpo, em meus olhos,
Se eu te quiser essa noite, essa vez.

Se importa se ainda houver desejo?
E se a vontade me disser que só passa
Com os seus dedos no piano tocando a minha alma,
Com a sua boca em meu ouvido
prejudicando minha razão.

E se eu disser que talvez não me arrependa,
E se eu disser que ainda vou cedo,
E que andei pensando, e assim mesmo,
Não vou te deixar passar sem um pouco de mim.

Se importa se eu quiser algo além do verbo?
E se ainda forem os verbos errados,
Cansados, nos renderemos aos predicados.

Something new

I’ve been trying to sleep as well
But I can still to feel your smell
In my hands…

I’ve been holding my hope as well
But I’m already able to spell
Your lyrics…

My mind is blowing through your hair,
Through your embracing arms that made me weak,
Dancing to be strong, praying to be wrong,
Looking for sing your body before to get this sick.

Can we move, cane we go ahead so far,
Cause my sin is to be in fire, to desire freedom
Waiting to be ready, Falling on you steady,
Singing to look for some reason.

Seu

Ainda me pergunto tantas coisas
Ainda me encontro nas mesmas paredes
Brigando contra monstros de nuvens
Que só a minha mente infantil pode criar
Ainda assim escuto você gritar

Mesmo que baixo, mesmo que sóbrio,
Mesmo que ainda sobre um ódio de mim
Mesmo que ainda falte um tempo pro fim
Sobretudo a esperança de estar tentando tudo em vão
Em cada espaço que me falta do seu abraço ouço passos

O andar do que hoje é homem e me vê de branco
Assusta ainda mais meu tom de voz se eu não te canto
E o pior é que eu sei que é meu esse olhar tão doce
E o pior é que eu sei que não posso lutar contra esse dom
De viver a liberdade nos teus braços de faz de conta.

Meu quase, meu sempre, meu medo é de mim
Meu sinal pra partir é ontem, enquanto me olha
Meu despertar é na fúria dos desejos que criei
Pra fugir do desespero dessa coisa imensa
Dessa enorme certeza de tanto amor.

Pergunta




Me descobri no seu corredor e não era o trem errado!
Transformar cotidiano em poesia faz deixar os erros pro passado…
E o que me deve é só futuro, castigo é estar tão longe.

Tão fácil o riso, a intimidade, isso e aquilo…
E a saudade me impede de jogar mais coisas suas pela janela
Se a minha casa já é sua desde quando mora nos meus olhos!
E tudo que está aqui reflete a luz que você dá a ela...

São poucos hoje os versos, mas diversas noites eles saltam dos meus dedos
Que te procuram nos papéis, livros, canetas e segredos…
Enquanto tento escutar direito e mais alto ainda te chamo…
Não me peça então, perdão? Perdamo!...